6 de abril, 2021

Atividade física: muito além do emagrecimento

Quando se fala em atividade física, é comum pensar na vontade que muita gente tem de emagrecer e ficar com o corpo em forma. Mas, a prática vai muito além e oferece benefícios não só físicos como também mentais, contribuindo ainda com a prevenção de uma série de doenças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até cinco milhões de mortes poderiam ser evitadas todos os anos, ao redor do mundo, se a população fosse mais ativa. A prática regular pode impedir o desenvolvimento de problemas cardíacos, diabetes e câncer, reduzir os sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Essa é uma das mensagens transmitidas pela OMS no Dia Mundial da Atividade Física (06/04).

Quem faz exercícios regularmente mantém em dia a produção dos hormônios neurotransmissores do bem-estar, que contribuem para as pessoas estarem dispostas e contentes. Quando o sedentarismo faz com que o corpo fique cansado e “peça” por algum tipo de movimento, significa que o cérebro está enviando comandos para que seja equilibrada a produção de serotonina, dopamina e endorfina, que, quando instáveis, podem levar a transtornos mentais, como a depressão. De acordo com dados de um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, 15 minutos de caminhada por dia podem reduzir em até 26% os riscos de depressão.

As diretrizes da OMS recomendam, pelo menos, de 150 a 300 minutos de práticas aeróbicas moderadas a vigorosas, por semana, para todos os adultos, e uma média de 60 minutos, por dia, para crianças e adolescentes. “O sedentarismo é antagônico ao momento que a gente vive. Quanto menos movimento eu faço, mais exposto estou a todos os tipos de doença, inclusive com piora do meu estado imunitário. O ideal é caminhar pequenas distâncias ao longo do dia, repetidas vezes, realizar ações que podemos ter acesso em plataformas online e desenvolver os níveis de aptidão física”, explica o Prof. Dr. Rafael Michel de Macedo, diretor de Prevenção do Hospital Cardiológico Costantini.

Cuidados ao se exercitar em casaDesde o início da pandemia da covid-19, há pouco mais de um ano, a orientação das autoridades públicas é para que se mantenha a reclusão domiciliar sempre que possível. Academias e piscinas foram fechadas e parques e outros locais públicos, quando abertos, têm sido evitados pelo risco do contágio pelo novo coronavírus.

A opção que muitos encontraram foi a realização de exercícios adaptados em casa, seja sob orientação profissional por meio de aulas online, seja sem supervisão alguma. Sem contestar os benefícios dessa adaptação, é preciso estar atento para o risco de lesões e tomar o cuidado para evitá-las.

A escolha da modalidade ideal deve ser feita conforme o histórico de cada pessoa. De acordo com o Dr. João Hollanda, ortopedista especialista em joelhos e médico da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, o início deve ser gradual, para que o corpo possa se adaptar a qualquer mudança advinda de uma nova rotina. “Mesmo no caso de pessoas previamente ativas, o tipo de sobrecarga muda conforme a atividade. Temos visto um aumento significativo nos casos de fraturas por estresse e uma das principais justificativas para isso é a mudança abrupta na rotina de exercícios”, explica o ortopedista.

Trocar o elevador pelas escadas, como forma de incentivar a performance neste período de pandemia, é uma dica que tem sido muito recomendada. No entanto, o especialista diz que é preciso ter cuidado. “Isso pode não ser adequado para quem tem condromalácia patelar, um problema muito comum e que causa dor na frente do joelho. Pessoas com artrose podem precisar limitar movimentos de maior impacto e assim por diante. O médico do esporte pode ajudar nesta escolha”, aconselha João Hollanda.

Se movimentar é preciso!De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 40% dos adultos brasileiros são sedentários. E as chances desse número ter aumentado durante a pandemia é grande. Para quem trabalha em home office, o recomendado é evitar passar longos períodos sentado, se movimentando de tempos em tempos, seja para buscar água, ir ao banheiro ou dar uma volta.

Quem estiver disposto a praticar uma atividade física em casa, deve optar pelas modalidades mais leves. Alongamento, fortalecimento muscular e relaxamento, como yoga e meditação, são boas opções, já que não necessitam de muito esforço, tornando menor o risco de lesões. Quem já é adepto de práticas regulares pode adaptá-las para o lar com o apoio de aplicativos de celular dedicados a isso. Entretanto, aqui também vale a recomendação de conhecer os próprios limites e evitar o exagero, de modo a evitar acidentes.

Crédito da imagem: Freepik.

6 abr, 2021

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