1 de fevereiro, 2022

Educação sexual: é importante e deve fazer parte da vida das crianças e dos adolescentes

A educação sexual é um processo que tira dúvidas e fornece conhecimento acerca da sexualidade, que ainda é considerada um tabu. Falar abertamente sobre essa questão é uma maneira de orientar crianças, jovens e adolescentes para terem controle sobre o próprio corpo, prevenir situações inoportunas no sexo, métodos contraceptivos e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Além da instrução que ocorre pela família, lidar com este assunto nas escolas é importante para esclarecer questionamentos que ainda possam surgir após uma conversa com os pais. Também é preciso lembrar que nem todos os jovens possuem suporte e uma relação boa dentro de casa, que é mais um ponto para o ensino sexual ser um programa adotado pelas instituições de ensino.

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera favorável a implementação de um currículo para educação sexual nas escolas: “Seu objetivo é equipar crianças e jovens com o conhecimento, habilidades, atitudes e valores que os empoderem para: vivenciar sua saúde, bem-estar e dignidade; desenvolver relacionamentos sociais e sexuais respeitosos; considerar como suas escolhas afetam o bem-estar próprio e dos outros; entender e garantir a proteção de seus direitos ao longo da vida.” (UNAIDS, Guia Técnico para Educação Sexual).

Por que abordar o tema educação sexual?

Alguns especialistas da saúde e da educação têm argumentos parecidos para defender que o tema deve ser discutido dentro da sala de aula, confira alguns:

– As noções de cuidado com a saúde devem ser incentivadas desde a infância: a sexualidade está relacionada a questões que afetam a saúde reprodutiva, sexual ou mental de jovens (gravidez, aborto, HIV/AIDS, casamento infantil, violência sexual).

– A conversa sobre educação sexual nem sempre acontece em casa: muitos jovens não recebem instruções importantes para prevenção de ISTs e gravidez. Por isso, a escola deveria oferecer as informações necessárias.

– Sexualidade é parte da vida humana: a educação para a sexualidade ajuda jovens a compreender e lidar melhor com experiências naturais como puberdade, menstruação e virgindade.

– Abordagem educativa: Desde gestos de conotação sexual e brincadeiras, até o início de relacionamentos afetivos, são situações frequentemente observadas no ambiente escolar, por essa razão, é significativo direcionar o assunto com uma abordagem educativa.

Pontos positivos da educação sexual

Segundo estudos realizados pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (ONU/UNESCO), alguns pontos positivos de programas criados para a orientação sexual são:

– Que a iniciação das atividades sexuais não ocorra na infância ou adolescência;

– Redução da frequência da atividade sexual entre jovens;

– Redução de relações arriscadas;

– Aumento do uso de preservativos;

– Aumento no uso de contraceptivos;

– Maior conhecimento sobre gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs);

– Prevenção, de baixo custo, do HIV.

Especialistas acreditam que trabalhar acerca desse tema na adolescência, promove resultados positivos a longo prazo, como melhorias na saúde, redução da violência doméstica, discriminação, e promoção da igualdade de gênero.

Como trabalhar a educação sexual?

A ONU oferece instruções de como desenvolver o assunto:

– Na criação de um programa para educação sexual deve haver a participação de especialistas em saúde, afinal, trata-se de uma ciência;

– Devem ser considerados outros aspectos importantes da sexualidade para além da saúde, como questões de gênero e diversidade, com o objetivo de promover respeito na sociedade;

– Jovens e pais devem ter participação no processo de criação do programa – pois é fundamental que o currículo de educação sexual seja orientado pelas necessidades dos jovens e das famílias;

– As aulas devem oferecer informações científicas sobre doenças sexualmente transmissíveis e gravidez;

– Os temas devem ser tratados em sequência lógica: consenso e prevenção devem ser abordados antes das instruções sobre a atividade sexual;

– Oferecer informações sobre os serviços de saúde disponíveis na comunidade e como acessá-los;

– A educação sexual pode ser abordada em uma disciplina específica ou dentro de outras disciplinas.

Perigos de não tratar sobre a educação sexual

– De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, um em cada sete adolescentes já sofreu abuso sexual no Brasil. Não falar sobre esse assunto com crianças e jovens pode dificultar a identificação e prevenção de casos de violência sexual;

– Na adolescência, o organismo passa por diversas mudanças, com uma gravidez nesse período, a etapa de adaptação à vida adulta é pulada, e pode causar consequências na saúde mental, prematuridade, anemia, aborto espontâneo, eclampsia, depressão pós-parto e outros;

– Apesar do uso de contraceptivos, as ISTs somente podem ser evitadas com a utilização da camisinha (preservativo), por isso, é importante discorrer sobre o tema.

Fontes: politize.com.br | brasilescola.uol.com.br

Crédito da imagem: iStock.com/FG Trade

1 fev, 2022

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