26 de janeiro, 2022

Saúde mental no pós-pandemia

Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surgimento de uma nova doença, a Covid-19. Em março de 2020, ela foi considerada uma pandemia. Desde então, o mundo todo mudou, os hospitais ficaram sobrecarregados, novas variantes surgiram e no total, foram mais de 5,57 milhões de mortes, segundo o “Our World Data”.

Por ser um vírus altamente contagioso, medidas de isolamento social foram tomadas para conter seu avanço, o que ocasionou transformações na sociedade. Aulas online se tornaram uma realidade, o home office aumentou, e infelizmente, o desemprego também, 14,4 milhões de brasileiros estavam em busca de emprego no período de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021, um recorde no País.

No final de 2021, a variante ômicron foi descoberta, e continua afetando pessoas ao redor mundo. Todos esses fatores acabam alterando muito mais que a saúde física, mas também, a saúde mental. Segundo a OMS, o Brasil apresenta maior índice de depressão na América Latina, além de ser o país com mais ansiosos do mundo. Para os profissionais psiquiatras, a solidão, um dos efeitos da pandemia devido ao isolamento, é reconhecida como um gatilho e impulso de transtornos de humor.

A sociedade reage de maneira diferente para cada situação estressante vivida, mas devido a características particulares, histórico de vida e a comunidade em que se vive, alguns grupos podem sofrer mais, são eles:

– Pessoas idosas ou com doenças crônicas que apresentam maior risco se tiverem Covid-19;

– Familiares ou amigos que perderam pessoas para a doença;

– Profissionais de saúde que trabalham no atendimento ao Covid-19;

– Pessoas que têm transtornos mentais, incluindo problemas relacionados ao uso de substâncias.

O crescimento dos transtornos mentais pode ter diversas causas, entre elas, a ação direta do vírus no sistema nervoso central (SNC), as experiências traumáticas associadas à infecção ou à morte de pessoas próximas e a dificuldade de realizar rituais de despedida, o estresse induzido pela mudança na rotina devido às medidas de distanciamento social ou pelas consequências econômicas, na rotina de trabalho, reduções de renda ou nas relações afetivas e, por fim, a interrupção de tratamento por dificuldades de acesso.

Além disso, essas situações não são independentes, isso quer dizer que podem ocorrer ao mesmo tempo, aumentando ainda mais a chance de algum transtorno acontecer. Por isso é tão importante cuidar da saúde mental e ignorar tabus sobre o assunto.

Veja a seguir as reações mais comuns:

– Medo de ficar doente e morrer;

– Preocupação com a obtenção de alimentos, remédios ou suprimentos pessoais;

– Medo de perder a fonte de renda, por não poder trabalhar, ou ser demitido;

– Alterações do sono, da concentração nas tarefas diárias, ou aparecimento de pensamentos intrusivos;

– Sentimentos de desesperança, tédio, solidão e depressão devido ao isolamento;

– Raiva, frustração ou irritabilidade pela perda de autonomia e liberdade pessoal;

– Sentir-se impotente em proteger as pessoas próximas;

– Preocupação com a possibilidade de o indivíduo ou de membros de sua família contraírem o Covid-19 ou a transmitirem a outros;

– Medo, ansiedade ou outras reações de estresse ligadas a notícias falsas ou ao grande volume de informações circulando.

Dicas para aumentar o bem-estar no pós-pandemia

Para suprir uma demanda alta e ajudar os brasileiros na compreensão desse momento tão intenso, diversos profissionais de psicologia estão realizando acolhimentos virtuais, que facilitam as consultas, como a Escuta 60+, Psicologia Viva e Telavita, que buscam a manutenção da saúde mental após a pandemia.

Outras dicas podem ser seguidas são:

– Evite o uso de álcool e outras drogas como escape do estresse;

– Questione e verifique todas as notícias que receber e não repasse o que não for oficialmente confirmado;

– Faça atividades relaxantes como meditar, escutar música, assistir filmes, ler livros, fazer cursos online;

– Cultive os laços afetivos: aproveite a convivência familiar; mantenha contato com amigos por mensagens, ligações ou vídeos. Telefone para alguém com quem não conversa há muito tempo;

– Mantenha uma rotina saudável e evite ficar o tempo todo em telas. Procure ter uma alimentação nutritiva, e mesmo que sua rotina tenha mudado, crie hábitos que irão te beneficiar no dia a dia e no futuro.

A vida não será mais como antes e adaptação será uma palavra de ordem, por isso, fortalecer a saúde mental é um caminho assertivo, de qualidade de vida e bem-estar.

Fonte: pfizer.com.br | bvsms.saude.gov.br

Crédito da imagem: iStock.com/FG Trade

26 jan, 2022

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