26 de julho, 2021

Altoida eleva precisão e segurança do diagnóstico de Alzheimer

Uma das recentes inovações para o diagnóstico precoce do Alzheimer é o Altoida, um teste rápido, não invasivo e indolor que avalia, por meio de um tablet, os dados para identificar o risco de um paciente desenvolver a doença, até dez anos antes dos primeiros sintomas, ou seja, é uma ferramenta com foco em rastreio e detecção precoce da doença de Alzheimer. Podendo ser utilizada tanto no checkup, quanto no acompanhamento da saúde do cérebro.

A ferramenta Altoida também abre a possibilidade de fazer acompanhamentos populacionais com grande número de pessoas, observar como elas envelhecem, detectar precocemente e alertá-las sobre o declínio que eventualmente possa ocorrer, pois é um exame simples e fácil de ser utilizado pelos pacientes e médicos que os acompanham.

Desenvolvida por neurocientistas na Suíça e disponibilizada no Brasil pela Oncoprod, permite que o médico teste e avalie as habilidades funcionais dos pacientes, usando avançados algoritmos e inteligência artificial.

De acordo com o neurologista professor livre-docente de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Dr. Renato Anghinah, os avanços que o Altoida trouxe para o diagnóstico da doença de Alzheimer são bastante importantes, principalmente se fatores como rapidez e agilidade forem levados em consideração. “Antes, precisávamos submeter os pacientes a testes longos e demorados, pelo menos uma hora por sessão, às vezes, quatro horas de testes em dias alternados. Pensando só na questão da logística do acometido, nós já temos uma vantagem grande. O Altoida muda a vida de pacientes, familiares e cuidadores.”

O especialista diz ainda que o teste ajuda sobremaneira na decisão dos médicos em relação às hipóteses que se pode ter na elaboração de um diagnóstico seguro. “Num primeiro momento, até podemos considerá-lo como um teste de rastreio, ou seja, ele substituiu com muitas vantagens um Mini Exame do Estado Mental (MEEN), ou um Montreal Cognitive Assessment (MOCA), mas ele vai além, ele é muito superior a qualquer teste desse tipo porque a gente consegue fazer uma avaliação mais pormenorizada, mais rica, que traz mais informações do ponto de vista cognitivo global do paciente, e em muitos casos, quando não precisamos de avaliações muito específicas, ele substitui inclusive testes de avaliações neuropsicológicas de rotina”, ressalta o Dr. Anghinah.

Altoida é completo e preciso

É importante lembrar que os testes de rastreio já existem há décadas, só que eram feitos em papel e caneta e com uma certa subjetividade do observador, ou seja, quem avaliava poderia ter assim alguma interferência numa realização não tão precisa do teste; com o passar dos anos, vieram os testes já computadorizados, mas o Altoida é um refinamento. “O que faz com a gente tire a subjetividade do examinador e tenhamos um número muito maior de variáveis, então, ele é uma evolução apoiada na tecnologia de ponta, melhorando os testes de rastreio e os aprofundando de maneira bastante consistente.”

O neurologista da FMUSP explica também que com o Altoida é possível avaliar 11 domínios cognitivos diferentes, com mais de 700 funções avaliadas, entre elas funções motoras, cognitivas, tempo de resposta, atenção; e ao mesmo tempo, os algoritmos matemáticos e computacionais, já direcionam esses resultados de maneira instantânea. “A gente tem o resultado imediato, comparado a um banco de dados de pessoas normais, sem queixa cognitiva nenhuma, o que possibilita entender se aquele indivíduo está dentro da média normal, se está acima da média ou se está abaixo da média, para cada uma desses 11 domínios diferentes e num índice maior, que se chama índice neuromotor, que diz se o paciente em avaliação teria perfil de se enquadrar no perfil de uma pessoa com a doença de Alzheimer.”

Crédito da imagem: iStock

26 jul, 2021

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