Panorama da asma pós-Covid
A asma é uma das doenças respiratórias crônicas que não possui cura. A principal característica desta doença pulmonar é a dificuldade para respirar que desencadeia a sensação de aperto no peito, tosse e respiração curta e rápida. Geralmente os sintomas tendem a piorar à noite, devido ao contato com substâncias alérgicas presentes muitas vezes no colchão, travesseiros e cortinas, além disso, o contato com a poluição ambiental e mudanças climáticas também podem desencadear ou até intensificar as crises asmáticas. Durante a pandemia de Covid-19, a asma foi considerada um fator de atenção, e posteriormente, de risco, em relação à doença que tinha como fator principal a falta de ar aguda, provocando ainda demais complicações pulmonares e sintomas similares à asma.No entanto, estudos e pesquisas revelaram que a asma não foi em si uma comorbidade que agravou os sintomas de Covid-10, assim como também, houve casos de pacientes que desenvolveram asma brônquica após a infecção por SARS-CoV-2, agente causador do Covid-10.
Panorama da asma pós-pandemia
Antes mesmo da chegada da pandemia, dados divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, mais da metade (52%) da população adulta era acometida por pelo menos uma doença crônica, entre elas está a asma. O índice de crescimento foi de 4,4% para 5,3% – o que corresponde a 8,4 milhões diagnosticados de asma.Em contrapartida, ainda citando as estatísticas, o departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS), indica que as medidas preventivas adotadas na pandemia de Covid-19 reduziram o número de internações de pacientes com asma no Sistema Único de Saúde (SUS).Os registros dos quadros de asma ainda são alarmantes e vale lembrar que durante a pandemia, muitas pessoas pararam de procurar os hospitais para evitar a infecção pelo coronavírus, que na época estava em sua fase inicial e ainda não havia nenhuma medida de prevenção eficaz disponível, como a vacina, por exemplo.Se não tratada adequadamente, a asma pode piorar os sintomas e pode levar o paciente a um quadro clínico grave e irreversível.Como aliviar as crises de asmaO diagnóstico de asma é feito pelo médico especialista em pneumologia, após analisar o quadro clínico e a intensidade dos sintomas, o médico indicará o tratamento adequado. Os mais comuns são a base de medicamentos anti-inflamatórios inaladores, as famosas “bombinhas”, de uso contínuo, que servem para ajudar a controlar as crises asmáticas, além de medicamentos para dilatar os brônquios, que ajudam a aliviar os sintomas mais fortes. No entanto, o paciente pode adotar alguns cuidados para evitar o agravamento das crises, são eles:Evitar ambientes fechados;Evitar contato com poeira;Manter colchões e travesseiros forrados para evitar o contato com agentes alérgicos; Evitar contato com bichinhos de pelúcia, almofadas e tapetes, pois costumam conter ácaros que desencadeiam as crises de asma.Ao sentir os sintomas da asma, não deixe de procurar atendimento de um especialista e cuidar da sua saúde!
Fontes: pfizer.com.br / gov.br / asbai.gov.br / folha.uol.com.br
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