19 de junho, 2020

Dia Nacional de Controle da Asma: tudo que você precisa saber sobre a condição!

O próximo domingo, 21 de junho, é Dia Nacional de Controle da Asma, data escolhida para falarmos sobre uma das condições respiratórias crônicas mais comuns na atualidade. De acordo com dados levantados pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a doença atinge de 10% a 25% da população brasileira e é responsável por duas mil mortes por ano.

Por isso, essa data é tão importante, pois é hora de fazer o alerta para todos que não monitoram seus problemas respiratórios. É imprescindível que entendam, principalmente se exibirem sintomas, que o controle da asma deve ser feito com check-ups frequentes e total comprometimento com os recursos terapêuticos necessários.

“Algumas pesquisas mostram que a adesão ao tratamento é baixa, muitos dos acometidos só tomam remédios quando exibem os sinais e dessa forma não controlam o problema, têm maiores chances de crises complicadas e menos qualidade de vida” explica a Dra. Faradiba Sarquis Serpa, membro do Departamento Científico de Asma da ASBAI.

O que é a asma?

Segundo a Dra. Faradiba, a asma é doença inflamatória crônica das vias respiratórias que ocorre devido a interação entre elementos genéticos e ambientais. Seus principais sintomas são falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito e tosse.

O quadro mais comum, que atinge principalmente crianças, é a asma alérgica, causada por fatores inalantes como poeira, ácaros, fungos e pólen. Normalmente, quem sofre com o problema nasce com uma predisposição genética e, quando os genes interagem com o ambiente, o distúrbio se manifesta.

“A enfermidade é classificada em leve, moderada e grave dependendo da necessidade de medicamentos que o paciente precisa para controlar a doença. Entretanto, mesmo aqueles que possuem o espectro mais simples, se não cuidarem de maneira adequada, podem ter crises sérias, com perigo de hospitalização e até mesmo óbito”, afirma.

Como funciona o tratamento?

A médica explica que o tratamento envolve o uso de medicações por via inalatória para os momentos de crise e, também, de manutenção (broncodilatadores e corticoides inalatórios). São cinco etapas de terapia e, dependendo do nível do quadro clínico, são associados a outras classes de remédios.

“Os pacientes que apresentam o tipo mais leve ou moderado da condição têm a possibilidade de imunoterapia com alérgenos e nos casos mais difíceis de controlar, é necessário o uso de imunobiológicos que bloqueiam determinadas substâncias que participam do processo inflamatório e contribuem para preservar a asma contida” acrescenta.

Como prevenir a asma?

Dra. Faradiba afirma que é possível prevenir as crises usando algumas medidas que proporcionem menor contato com alérgenos, poluentes e vírus, além de adotar hábitos e estilo de vida mais saudáveis. Recomenda-se: conservar a casa arejada e limpa, não fumar, praticar atividade física, alimentação saudável, evitar a obesidade e reduzir o estresse. Além disso, não deixar de fazer vacinas para prevenção de gripe e pneumonia.

Asmáticos e a covid-19

A médica comenta que os estudos publicados sobre a covid-19 até o momento não mostram que a asma leve controlada seja fator de risco para complicações. Entretanto, aqueles que têm a doença não controlada, principalmente pacientes graves, podem ser mais vulneráveis às complicações, porque geralmente têm algum déficit de função pulmonar e muitas vezes apresentam comorbidades (hipertensão, diabetes e obesidade). Isso aumenta as chances de desenvolver o quadro mais complicado do problema causado pelo novo coronavírus.

19 jun, 2020

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