1 de julho, 2020

Julho Amarelo: previna-se contra as hepatites virais

A campanha Julho Amarelo tem como objetivo chamar atenção para luta contra as hepatites virais e, ainda, reforçar as iniciativas de vigilância, prevenção e controle do agravo da doença.

Segundo o Dr. Paulo Olzon, clínico e infectologista da Unifesp, o nome amarelo foi dado por conta dos sintomas da patologia como pele, olhos e urina amarelados, resultado da não metabolização de algumas substâncias do corpo pelo fígado, acumulando a bilirrubina que é de cor amarela, excretada na urina.

O que são as hepatites virais?Dr. Paulo explica que a hepatite é a inflamação do fígado e normalmente é causada por vírus, mas também pode ocorrer por bactérias que agridem o órgão. A enfermidade é dividida em:

Hepatite AContágio oral/fecal, ou seja, por alimentos infectados e condições precárias de saneamento básico e higiene pessoal, sendo o tipo mais benigno. De acordo com Dr. Paulo, em torno de 30 dias o acometido já tem uma reação do organismo que acaba o imunizando contra o problema.

Hepatite BÉ transmitida pelo contato com sangue seja via sexual (principal meio), por drogas injetáveis, transfusões de sangue e compartilhamento de objetos cortantes.

Hepatite CTambém se dá pelo contato com o sangue, assim como a B, porém dificilmente ocorre pela relação sexual desprotegida, conforme afirma o infectologista.

Diagnóstico, tratamento e prevençãoO clínico e infectologista da Unifesp informa que a descoberta das hepatites virais é feita com exames específicos que, por meio de anticorpos, identifica-se o tipo.

Já existe vacina para o tipo B, considerado a mais grave, porém controlado no Brasil justamente por conta da imunização, evitando assim complicações mais severas.

“Tanto a hepatite B quanto a C podem ser crônicas e desencadearem a insuficiência hepática e câncer de fígado se não tratadas. Para a B, temos as vacinas, mas em ambas são indicados os medicamentos antivirais. Para pacientes crônicos é possível viver com mais qualidade de vida, fator proporcionado pelos tratamentos disponibilizados hoje em dia, além daqueles específicos que levam à cura. Ressalto também que, atualmente, há uma pesquisa muito grande sobre a imunização para a hepatite C a qual pode ser assintomática por muitos anos”, conclui Dr. Paulo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites A e B e está disponível gratuitamente no SUS. Já para o tipo C, como ainda não tem imunização, é preciso evitar o contato com sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos cortantes.

1 jul, 2020

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