17 de fevereiro, 2022

Luta contra o Câncer infantil

Na semana em que se comemora o Dia Internacional do Câncer na Infância, é preciso expressar apoio às famílias e às crianças que são diagnosticadas com a doença, assim como conscientizar a população sobre os possíveis sinais de alerta, já que o reconhecimento imediato é difícil.

Os tipos de cânceres mais comuns em crianças são leucemia, popularmente conhecida como câncer de sangue; linfomas (câncer do sistema linfático); e tumores cerebrais. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa de novos casos em 2020 foi de 8.460, e segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer (2019), 1.554 óbitos, sendo 1.423 para o sexo masculino e 1.131 para o sexo feminino.

Alguns cânceres que aparecem na vida adulta são associados com razões ocupacionais, estilo de vida, dieta, álcool e tabagismo, mas as causas da maioria dos cânceres na infância ainda são desconhecidas.

Os números são altos, a cada três minutos uma criança morre de câncer; a cada ano, mais de 300.000 crianças com idades entre zero e 19 anos são diagnosticadas com câncer em todo o mundo; aproximadamente oito em cada dez vivem em países de renda baixa e média, onde a taxa de sobrevivência é de quase 20%.

Crianças que apresentam os seguintes sinais de alerta devem ser avaliadas por um médico:

– Palidez, hematomas ou sangramento;

– Caroços ou inchaços;

– Perda de peso ou febre, tosse ou falta de ar, suores noturnos;

– Alterações nos olhos, como: pupila branca, estrabismo ou perda visual;

– Dores de cabeça persistentes e vômitos;

– Dor em membros como braços ou pernas, ou dor óssea;

– Fadiga, letargia ou mudanças no comportamento, como isolamento;

– Tontura, perda do equilíbrio ou da coordenação.

Diagnóstico do câncer na infância

O diagnóstico completo é dado a partir da análise de imagens feitas em um laboratório confiável. Em casos de tumores sólidos, somente com o estudo das imagens já é possível saber qual procedimento inicial deve ser realizado: algumas vezes é necessário a cirurgia para a retirada completa do tumor. Em outras situações, pode ser realizada uma biópsia para fornecer o diagnóstico histopatológico e início do tratamento quimioterápico.

Tratamento do câncer na infância

Existem três modalidades que precisam ser realizadas em um centro especializado, a quimioterapia, cirurgia e radioterapia, em que a equipe responsável formada por vários especialistas (oncologistas pediatras, cirurgiões pediatras, radioterapeutas, patologistas, radiologistas, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos), dirá qual o melhor caminho a seguir, é importante saber que os métodos podem alterar de acordo com cada paciente.

Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doente devem receber atenção integral, no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente.

Por esse motivo, os cuidados paliativos em oncologia pediátrica devem ser incluídos desde o início, e servem para melhorar a qualidade de vida das crianças e adolescentes em qualquer fase do processo terapêutico.

Acompanhamento após a doença

Atualmente, 80% das crianças e adolescentes que são constatadas com a doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

Mas, de qualquer forma, é importante que as orientações continuem por um tempo maior, para reconhecimento precoce e cuidado apropriado das complicações tardias que possam surgir. A abordagem multidisciplinar destes pacientes é parte integrante do tratamento oncológico.

Essa luta se ganha através da informação e diagnóstico precoce!

Fonte: inca.gov.br

Crédito da imagem: iStock.com/FatCamera

17 fev, 2022

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