10 de janeiro, 2022

Métodos contraceptivos: cada tipo para cada perfil!

Atualmente, existem diversos métodos contraceptivos disponíveis para evitar uma gravidez indesejada e até mesmo as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Os mais modernos e populares são a pílula e o preservativo masculino. Eles são classificados por métodos de barreira e métodos hormonais.

A ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana com títulos pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Dra. Karen Rocha De Pauw, diz que a contracepção deve começar a partir do momento que a mulher não quer ter uma gravidez indesejada e tem uma vida sexual.

O presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo, Dr. Rogério Bonassi complementa dizendo que a contracepção tem o papel fundamental da gestação não planejada. “Aqui no Brasil, cerca de 55% das gestações não são planejadas e em alguns grupos, principalmente entre as adolescentes, esse número pode chegar a 90%. Assim, a contracepção ajuda a mulher a engravidar quando ela realmente quiser. Antes inclusive, da primeira relação sexual, a mulher já pode pensar em qual método contraceptivo vai usar, além do preservativo.”

Entre os métodos de barreira estão o diafragma, o preservativo feminino, anel vaginal e o preservativo masculino.

Entre os métodos hormonais e de longa duração: DIU hormonal (que dura até cinco anos), pílula, injeção mensal ou trimestral, adesivo transdérmico e implantes subcutâneos.

Além desses, tem também o DIU de cobre e de prata (que duram entre três e dez anos), que hostilizam o meio, mas sem hormônio.

O melhor método é aquele que atende às necessidades da paciente. Se ela pretende engravidar rápido ou não. É preciso saber também como é o ciclo menstrual dela. “Se quer consertar o ciclo, se a menstruação incomoda, se tem acne, então cada método vai ser melhor usado, por cada tipo de paciente, dependendo do que ela quer.”No Brasil, hoje, entre 30% e 40% das mulheres sexualmente ativas usam contraceptivo tipo pílula. “A pílula engana o organismo e faz com que a mulher não consiga ovular, evitando assim a fecundação do óvulo pelo espermatozoide durante uma relação sexual”, explica a Dra, Karen.

“A pílula continua sendo o método mais usado pela mulher brasileira, mas ao longo do tempo, as mulheres têm procurado mais métodos de longa ação. Tem crescido no Brasil também, o uso de pílula só de progestagênio (que em tese tem menos risco cardiovascular) e não mais o uso de pílula combinada com estrogênio”, comenta o Dr. Bonassi.

Preservativos: importância do reforço

É sempre importante reforçar a necessidade da dupla proteção: uso de um método contraceptivo feminino mais o preservativo masculino, já que este aumenta a segurança contra uma gravidez indesejada e protege o casal também das ISTs.

Crédito da imagem: iStock.com/winterling

10 jan, 2022

Compartilhe

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.