A hipertensão é uma doença que age de maneira silenciosa no organismo e pode afetar pessoas de todas as idades, não apenas os adultos ou idosos, como muitos pensam. Caracterizada pelo aumento sustentado dos níveis de pressão arterial acima de 140×90 mmHg (milímetro de mercurio), o famoso “14 por 9”, a pressão alta, como é conhecida popularmente, pode causar sintomas como tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão.
Para se ter uma ideia, estatísticas apontam que somente 50% das pessoas adultas com a doença sabem que têm o problema e apenas 14% são pessoas que controlam os níveis de pressão, segundo informações do Ministério da Saúde. A hipertensão arterial atinge 60% dos idosos e é responsável, direta ou indiretamente, por 50% das mortes por doenças cardiovasculares, cerca de 50 mil todos os anos, de acordo com dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).
O Dia Mundial da Hipertensão (17/05) é celebrado para conscientizar as pessoas sobre a pressão alta, os cuidados necessários para evitar o problema e para tratar a doença, de modo que os pacientes tenham uma vida mais saudável.
Desde o início da pandemia da covid-19 e do período de isolamento social, a preocupação com a saúde dos hipertensos se intensificou. Por alguns fatores: o cenário de incertezas, que gera maior ansiedade, aspecto que pode contribuir com o aumento dos níveis de pressão; e o fato de as pessoas com pressão alta fazerem parte do grupo de risco para a covid-19, ou seja, têm maior probabilidade de desenvolver os sintomas graves.
Nesse sentido, manter hábitos que diminuem o estresse e que favoreçam a saúde mental – como assistir filmes, meditar, relaxar, manter conversas com parentes e amigos – é uma das principais recomendações para manter em equilíbrio os níveis de pressão.
Para a prevenção e tratamento, uma vida saudávelAlém do estresse, outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão são a obesidade, o histórico familiar e o envelhecimento. Maus hábitos alimentares, associados ao consumo exagerado de sal, também fazem com que a doença surja no organismo.
Para evitar esse problema, que pode atrapalhar a saúde e o seu estilo de vida, o segredo é manter o peso em dia, ter uma alimentação saudável – rica em alimentos naturais e frescos, não abusar dos alimentos salgados e gordurosos, praticar atividade física regularmente, não fumar, não beber e controlar o diabetes.
Não há cura para a hipertensão, mas a doença pode ser controlada com orientação médica. Além da manutenção dos mesmos hábitos saudáveis recomendados para a prevenção da pressão alta, o paciente também poderá tomar medicamentos de forma contínua, que ajudarão a aumentar a sua expectativa e qualidade de vida. Vale destacar que o monitoramento dos níveis de pressão é um hábito que o hipertenso deverá manter por toda a vida.
Telemedicina como uma aliada do tratamentoAs consultas médicas realizadas por telemedicina têm sido cada vez mais usadas para o atendimento, tratamento e monitoramento de pacientes hipertensos, ainda mais em época de distanciamento social. Com a ajuda da tecnologia, o médico pode acompanhar um paciente crônico com muito mais frequência.
Dados recém-lançados da pesquisa “Telemedicina no Brasil”, realizada pelo Datafolha e pela Conexa Saúde entre os meses de novembro e dezembro de 2020, mostram que 61% dos pacientes entrevistados gostam de ter o acompanhamento do profissional de saúde por meio da ferramenta, sendo que para 77% do total de pacientes, a telemedicina se destaca pela praticidade.
“Quando falamos em acompanhamento de um paciente hipertenso, a telemedicina é uma excelente ferramenta por ser acessível, de baixo custo e alta qualidade. Com um celular ou computador é possível ter acesso a médicos especializados, de qualquer lugar, na segurança de casa”, reforça Roberto Botelho, cardiologista e diretor do Instituto do Coração do Triângulo e médico da Conexa Saúde.
Crédito da imagem: jcomp – Freepik.