O retinoblastoma é um tipo de câncer ocular que se origina nas células da retina, a camada de células sensíveis à luz localizada na parte de trás do olho. Essa doença é mais comum em crianças pequenas, geralmente se desenvolvendo antes dos cinco anos de idade. De acordo com o hospital da criança GRAACC, o retinoblastoma é responsável por 3% dos casos de câncer em crianças no Brasil, tornando-o uma condição relativamente rara, mas extremamente significativa.
Importância do diagnóstico precoce do retinoblastoma
O diagnóstico precoce do retinoblastoma desempenha um papel fundamental na eficácia do tratamento e na preservação da visão e da vida da criança afetada. As células cancerosas da retina podem se espalhar rapidamente para outras partes dos olhos e do corpo, tornando essencial a detecção precoce para evitar complicações graves. Os sinais de alerta incluem:
Reflexo branco nos olhos: se, ao tirar uma foto da criança, seus olhos refletirem uma cor branca em vez de vermelho, isso pode ser um sinal de retinoblastoma;Olhos desalinhados: quando um olho parece se desviar ou olhar em uma direção diferente da outra, isso também pode ser um sinal de alerta;Pupila branca: a pupila branca ou amarela que persiste em diferentes condições de iluminação é um sintoma preocupante;Problemas de visão: a criança pode reclamar de visão turva ou de dores nos olhos;Inflamação e vermelhidão dos olhos: olhos avermelhados e inflamados podem ser um sinal de retinoblastoma avançado.
Taxas do retinoblastoma em crianças
Segundo o Ministério da Saúde, a incidência do retinoblastoma é relativamente baixa, com uma estimativa de um caso a cada 15 mil nascidos vivos. No entanto, a doença é diagnosticada com maior frequência em crianças com menos de dois anos de idade, sendo rara em crianças mais velhas ou em adultos.
É importante notar que o retinoblastoma pode ser hereditário ou não hereditário. A forma hereditária é causada por uma mutação genética que pode ser transmitida dos pais para a criança. Quando identificada a presença dessa mutação, outros membros da família podem ser testados e monitorados para prevenir o desenvolvimento da doença.
A conscientização sobre essa doença e a educação sobre os sinais de alerta são essenciais para garantir que as crianças sejam diagnosticadas e tratadas o mais cedo possível, e assim, oferecer um futuro mais brilhante para as crianças afetadas por essa condição.
Fontes: graacc.org.br/ pequenoprincipe.org.br/ bvsms.saude.gov.br
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