8 de março, 2021

Saúde íntima feminina: eleve sua autoestima!

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), em 2019 o número de mulheres no Brasil (51,8%) era superior ao de homens (48,2%). Esses dados servem para mapear as diferenças entre homens e mulheres e fornecer informações que embasam políticas públicas para reduzir disparidades no acesso à justiça e bem-estar. E nisso também estão incluídas as questões que envolvem a saúde da mulher – um tema que importa muito.

E quando se fala sobre saúde feminina, também é preciso considerar a saúde íntima da mulher. Mesmo sendo um tema ainda considerado tabu, os cuidados com a região íntima são fundamentais para prevenir doenças e promover mais bem-estar e autoestima.

Março é o mês da mulher e também a época de chegada do outono, estação que abre a temporada de dias mais frios em que todas as pessoas devem se atentar à saúde, principalmente as mulheres, no que diz respeito à região íntima. “Isso porque o clima frio é propício para a proliferação de microrganismos nocivos aos genitais. Além disso, nesse período sofremos com queda da imunidade, o que nos torna mais suscetíveis a infecções bacterianas, fúngicas e até virais”, afirma a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Nesse sentido, a especialista recomenda que a higiene da região íntima seja feita diariamente para controlar a quantidade de bactérias e fungos causadores de corrimentos, coceiras e doenças como candidíase e vaginose. “Utilize sabonetes neutros, sem cor, sem perfume e ginecologicamente testados, que vão manter o pH vaginal equilibrado. Mas tome cuidado para não higienizar a região íntima com muita frequência, pois o hábito, quando em excesso, pode causar o ressecamento da região. Por fim, não se esqueça de secar bem o local para prevenir o crescimento de fungos”, destaca.

Outras medidas indicadas pela médica para evitar o surgimento de problemas ginecológicos dizem respeito ao vestuário. Calças apertadas e calcinhas feitas com tecidos sintéticos, por exemplo, podem ser determinantes para desencadear alterações na saúde íntima da mulher. “Esses tipos de peças abafam a região íntima e favorecem a proliferação de fungos e bactérias que podem causar infecções vaginais. Dê preferência aos tecidos mais leves, que permitam a circulação do ar, e às calcinhas feitas de algodão, tecido natural que permite que a região íntima respire adequadamente”, explica.

Estética íntimaUm tema que vem ganhando espaço atualmente e chamando a atenção das mulheres é a estética íntima, um conjunto de técnicas realizadas para o tratamento e cuidado específico com as partes íntimas femininas, que podem proporcionar mais saúde e elevação da autoestima.

Geralmente, os procedimentos são feitos para melhorar o aspecto e algumas características da região íntima, como manchas, flacidez e gordura localizada, que podem impactar a autoestima da mulher e influenciar em sua qualidade de vida e sexualidade.

Essas características podem ser causadas por uma série de fatores, como idade, tabagismo, gravidez e parto, excesso de peso, alterações hormonais e até mesmo técnicas inadequadas de depilação que, com o passar dos anos, alteram a anatomia e estética da região íntima.

Saúde integralTodas as mulheres têm direito ao acesso à saúde integral, humanizada e de qualidade, livre de qualquer preconceito ou discriminação por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, manter hábitos saudáveis de vida é a melhor forma de evitar doenças. Uma alimentação balanceada com frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, aliada à uma ingestão menor de gordura, ajudam a ter uma vida mais sadia.

Mulheres apresentam obesidade maior (20,7%) em relação aos homens (18,7%), de acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Seja para cuidar da saúde de forma integral ou adotar medidas específicas com a região íntima da mulher, a Dra. Ana Carolina recomenda que um especialista seja sempre consultado. “Apenas ele poderá realizar uma avaliação do quadro e dar um diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento e as recomendações mais adequadas para lidar com cada caso”, finaliza.

Crédito da imagem: SanneBerg – iStock

8 mar, 2021

Compartilhe

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.