21 de outubro, 2022

Sífilis: aumento do número de casos preocupa

Há uma informação importante que preocupa e não pode ser ignorada: uma epidemia silenciosa de sífilis avança no Brasil, e o mais preocupante é que grande parte dos infectados não sabe que é portadora da doença e faz a transmissão para outras pessoas.

A enfermidade tem uma característica peculiar: três semanas após a contaminação surge uma lesão ulcerativa na genitália do infectado – na região do freio ou frênulo do prepúcio, nos homens, e no encontro dos pequenos lábios, nas mulheres – que some espontaneamente depois de alguns dias, dando a falsa impressão de cura.

O aumento do número de casos de sífilis é bastante grave, principalmente no estado de São Paulo, onde o número de adultos contaminados cresceu, em seis anos, mais de 600%, segundo estatísticas da Secretaria Estadual da Saúde. Aproximadamente sete pessoas são infectadas diariamente pela bactéria Treponema pallidum, que causa a sífilis.

Um dos motivos possíveis é que as pessoas deixaram de usar preservativos nas relações sexuais, além do aumento do número de parceiros e falta de procura dos serviços de saúde.

Muitas pessoas deixaram de usar camisinha porque acreditam que a Aids se tornou uma doença tratável, mas não se pega apenas Aids nas relações sexuais desprotegidas. Há outras doenças sexualmente transmissíveis, como sífilis e gonorreia.

A sífilis também pode ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado. Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

Sintomas da sífilis

Primária: pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas;

Secundária: manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo;

Terciária: comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos.

Tratamento da sífilis

O tratamento é feito com antibióticos, especialmente penicilina. Deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais.

21 out, 2022

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