6 de maio, 2021

Tecnologia aliada da saúde

Recentemente, a medicina passou a buscar por alternativas melhores e aperfeiçoadas de avaliação para o rastreio cognitivo simplificado, que hoje é realizado, geralmente, por meio dos testes do Mini Exame do Estado Mental e MoCA, por exemplo. Com o objetivo de termos ao mesmo tempo testes mais aprofundados sem a necessidade de submeter o paciente a sessões de avaliação neuropsicológicas de alto custo, abre-se a possibilidade de novos testes para acesso da condição neuropsicológica dos pacientes.

Desta forma, foram surgindo nas últimas duas décadas novas tecnologias, tornando a presença desse tipo de avaliação cotidiana, sendo muitas delas mais completas e com mais informações do que os testes tradicionais.

Uma das vantagens de agregarmos a testagem através de aparelhos computadorizados é que as informações são automaticamente avaliadas e os resultados podem ser comparados com bases de dados de indivíduos normais, sem depender da variável de erro interpretativo do ser humano. Estes algoritmos verificam se o erro do paciente está dentro da margem ou fora da margem de erro estatístico.

“Alguns destes testes podem ser aplicados em 10 a 20 minutos e avaliam muito mais áreas cognitivas, com mais precisão do que os rastreios realizados de forma usual ou analógica (papel e caneta). Já temos aparelhos com sensibilidade e especificidade altas, para fazer inclusive, suspeitas diagnósticas bem precoces, com 80% de acurácia, e, muitas vezes, oferecem um resultado mais fiel se a pessoa estiver começando a ter um problema cognitivo não detectável pelas testagens usuais”, destaca Dr. Renato Anghinah, professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Ambulatório de Reabilitação Cognitiva Pós-Trauma de Crânio do Hospital das Clínicas.

A ferramenta Altoida é um exemplo dentre as tecnologias disponíveis no mercado para rastreio cognitivo mais aprofundado. Trata-se de um teste rápido, não invasivo e indolor que avalia, por meio de um tablet, os dados para identificar o risco de um paciente desenvolver uma doença, até dez anos antes dos primeiros sintomas, avaliando as habilidades funcionais do paciente usando avançados algoritmos e inteligência artificial.

“Pensando no Brasil, em muitos locais onde não há um neuropsicólogo disponível para fazer a avaliação, através de tecnologias como essa tem que se levar alternativas para os médicos melhorarem o diagnóstico do paciente. A tecnologia já supera muito vários testes, e quanto mais rápido as pessoas entenderem isso e se atualizarem, mais rapidamente poderão oferecer ao paciente algo melhor do que é feito hoje. Quem resistir a tecnologia, certamente ficará para trás, a mudança em curso é irreversível e foi acelerada, assim como tantas outras pelo difícil momento em que vivemos”, acredita o médico.

6 maio, 2021

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