O teste do pezinho faz parte do processo de triagem neonatal, que todos os recém-nascidos passam, para avaliar a existência de doenças ou a tendência ao desenvolvimento de problemas de saúde.
Atualmente, o teste possibilita a identificação de mais de 50 enfermidades, algumas até consideradas raras.
Entre as doenças que podem ser detectadas no teste do pezinho, é possível citar:
Fenilcetonúria;Hipotireoidismo congênito; Doença falciforme; Hemoglobinopatias; Fibrose cística; Hiperplasia adrenal congênita; Deficiência de biotinidase.
Como é feito o exame?
O exame é obrigatório e deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia de vida da criança, é considerado simples e praticamente indolor. O teste é feito no pé do bebê porque essa área do corpo possui maior concentração de vasos sanguíneos, assim, o profissional da saúde, faz uma única punção, um furinho no calcanhar, e coleta algumas gotinhas de sangue. Esse material é levado para análise clínica para teste e identificação de possíveis problemas de saúde.
Podemos dizer que o teste do pezinho funciona como uma espécie de triagem e prevenção, mas, caso ele indique resultado positivo para alguma condição, é preciso solicitar outros exames e passar por uma avaliação médica para confirmar o diagnóstico.
Cuidado com a saúde nos primeiros dias de vida
A maior parte das doenças que podem ser detectadas no teste do pezinho não apresentam sintomas no período neonatal, por isso o exame é essencial para assegurar a saúde e qualidade de vida do bebê, já que, algumas dessas doenças, quando não tratadas precocemente, podem causar sequelas pelo resto da vida, como problemas neurodegenerativos e limitações de locomoção.
Além de estar disponível na rede pública de saúde, o teste pode ser feito ainda na maternidade ou de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Fontes: viverbem.unimedbh.com.br / clinicacroce.com.br
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