5 de junho, 2020

Você sabe a finalidade do teste do pezinho?

O Dia Nacional do Teste do Pezinho, comemorado em 06 de junho, foi criado para todos entenderem melhor a importância desse exame para a sobrevivência das crianças e o quanto é fundamental divulgá-lo. De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente, uma média de 2,4 milhões de bebês são analisados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).

Esse procedimento é obrigatório para todos os recém-nascidos e deve acontecer entre o terceiro e quinto dia de vida. “É responsável por identificar antecipadamente seis principais problemas: o hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase, fenilcetonúria e hiperplasia adrenal congênita”, explica Dra. Loretta Campos, pediatra e consultora de aleitamento materno.

Como esse procedimento é realizado?

Segundo a médica, o teste do pezinho é feito por meio da coleta de uma algumas gotinhas de sangue, retiradas do calcanhar. A escolha dessa região para colher a amostra foi feita por causa da quantidade de vasos sanguíneos presentes na área e por ser menos doloroso, facilitando a retirada.

“Nunca deve ser executado antes das 48h de vida, porque os resultados podem não ser conclusivos. Se por algum motivo especial não for possível fazê-lo durante o período recomendado (três a cinco dias), os pais têm até trinta dias após o nascimento para diminuir os possíveis riscos que esse atraso traz”, alerta a pediatra.

As doenças detectadas por meio do exame

De acordo com a Dra. Loretta, são seis principais doenças que são encontradas pela análise, confira mais detalhes sobre elas:

Fenilcetonúria*: segundo o Ministério da Saúde, essa condição é um erro no metabolismo. A enzima hepática fenilalanina hidroxilase leva ao acúmulo de fenilalanina no sangue. O exame neonatal ajuda a descobrir mais rapidamente e iniciar o tratamento de forma mais rápida, evitando possíveis consequências.

Hipotireoidismo congênito*: ocorre quando a tireoide do recém-nascido não consegue produzir as quantidades apropriadas de hormônios. Se for precocemente detectada com o teste do pezinho, as crianças não desenvolvem os sintomas e crescem sem ser afetadas por falta de hormônios.

Doença falciforme*: essa patologia é genética e causada por defeitos na estrutura da cadeia beta de hemoglobina que leva as hemácias a assumirem formato de lua minguante. A identificação faz com que medidas preventivas possam ser tomadas e que a pessoa não sofra com os sinais principais da DF.

Fibrose cística*: conhecida também como Mucoviscidose, é uma enfermidade grave genética e afeta principalmente pulmões e pâncreas. Nos pulmões, o aumento da viscosidade bloqueia as vias aéreas, causando uma proliferação das bactérias, levando à infecção crônica. No pâncreas, há perdas de enzimas digestivas. O diagnóstico precoce é fundamental para a sobrevivência das crianças e acompanhamento.

Hiperplasia adrenal congênita*: causa deficiências na produção de alguns hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo. Ao ser detectada rapidamente, permite a adoção de um recurso terapêutico mais rápido e assertivo e a pessoa não sofre com as consequências da ausência das substâncias hormonais.

Deficiência de biotinidase*: ocorre a deficiência da biotinidase, responsável por absorver e regenerar a biotina. Diversos estudos comprovam que, quanto mais rapidamente ela é diagnosticada, melhor é a resposta clínica do paciente.

Existem contraindicações no teste do pezinho?

“Não existe nenhuma contraindicação do teste do pezinho, aliás todos os recém-nascidos devem fazer esse exame. Porém, ele não pode ser feito antes de 48h e não tem a mesma eficiência se realizado depois dos 30 dias de vida, por conta dos riscos que as condições que ele detecta trazem para a saúde do bebê”, reforça a pediatra.

Vale lembrar que todos os recém-nascidos têm direito ao procedimento e conseguem realizá-lo via SUS.

*Informações do Ministério da Saúde.

5 jun, 2020

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